quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

MENINOS DA AVENIDA por Paulo Ramalho



Muitos
Éramos
Naquela
Irmandade
Nadando e fazendo tudo que tinha direito.
Obtendo
Sonhos

Durante
Anos

Amigos
Vivíamos
Enturmados
Naquela
Intimidade
Duradoura
Até.................


Quando elaborei este acróstico, em setembro de 2011, julgado não apto a fazer parte de nosso livro, finalizei questionando até quando duraria a nossa intimidade ou melhor a nossa convivência.
Estou sentindo que está terminando antecipadamente, uma vez que nossos encontros não estão sendo mais mensais, devido a ausência  de muitos.
Quando acontece somos quatro ou cinco, e os outros aonde estão?
Amigos como já disse antes, poucos tiveram o privilégio de desfrutar da infância e juventude que nós tivemos.
Quantos se reúnem como nos reunimos, a ponto de publicar um livro escrito por nós mesmos, contando nossas estórias vividas naquelas fazes de nossas vidas?
Neguinho Lelé, coordenador de nossas reuniões, mentor e coordenador da publicação de nosso livro, está aflito, solicitado apoio para continuarmos não só com nossas reuniões, como também, manter vivo o nosso Blog, com novas estórias.
Precisamos nos conscientizar de que hoje temos muito mais passado do que futuro, portanto vamos vivenciar e recordar nosso passado, mantendo vivo os nossos encontros mensais.
A nossa classe faz bastante tempo que está sendo convocada, vamos aproveitar enquanto estamos ficando como excedentes.


                             Maceió, fevereiro de 2014

                                     Paulo Ramalho
                             pramalho.castro@oi.com.br

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

FOTOS ENCONTRO PALMEIRAS - 14-DEZEMBRO-2013

CAU - TOINHO - FERNANDO SOARES - ROBERTO ARAINHA - ROBERTO MENDES - GUILHERME PALMEIRA - RUI PALMEIRA - TACITO - TALVANES SILVEIRA - ALDINHO - BATINGA - SIRIDOÃO - MILTON HENIO - WALTER GUIMARÃES - ESDRAS - NEGO JAIR - CHUMBINHO - ALBERTO CARDOSO - BEBÉ - GUI - FERNANDO SILVEIRA - FERNANDO TELES - ARNALDO CALHEIROS - MURILO MARINHO - ARNOLDO GOMES DE BARROS - VADINHO - BETINHO MASCARENHAS - ALIPIO - LELÉ....
















ENCONTRO - 13-DEZEMBRO-2013 - FOTOS

ALBERTO CARDOSO - TÁCITO SILVEIRA - CARLITO - CUCA - RICARDO BRAGA - EDUARDO UCHOA - MARDEN BENTES - WALDO - QUICO E PAULO RAMALHO








sábado, 5 de outubro de 2013

BENEDITA E LUIZ RAMALHO – Nossos queridos e saudosos pais. Por Paulo Ramalho



Benedita, quando solteira era Benedicta Sarmento Prazeres, natural de União dos Palmares, nascida no dia 14 de março de 1904, filha de Horácio Ayala de Siqueira Prazeres e Maria Sarmento Prazeres.

Luiz Ramalho de Castro, natural de Coruripe, nascido no dia 05 de setembro de 1895, filho de Francisco Iago de Castro e Izabel Ramalho de Castro.

Uniram-se pelo matrimônio no dia 16 de maio de 1921, ela com 17 e ele com 26 anos de idade.

De 1922 a 1942, naqueles vinte anos tiveram onze filhos, com algumas variações, um filho a cada vinte meses, ou seja, a cada um ano e oito meses.

Os maiores espaços de tempo foram entre Pedro e Manuel, quase três anos, entre Manoel e José, também quase três anos, e o mais longo entre Ângela e Petrúcio , pouco mais de quatro anos.
O menor espaço de tempo foi entre Zito e Amaury, um ano e três meses.


A fotografia do lindo e querido casal, deve ter sido em 1921, após o dia 25 de junho, pois ela já trazia no ventre a nossa querida irmã primogênita Suzel, que nasceu no dia 25 de março de 1922, dez meses e nove dias do casamento, portanto nosso pai deu somente um mês e nove dias de segurança, para não dizerem que ele tinha merendado antes do recreio.

Suzel com 91 anos de idade, a quem chamamos cariosamente de Dé, mora em Salvador com sua filha Suzana, três lindas netas, três bisnetos, duas bisnetas e mais dois bisnetos prestes a chegar.

Aberto o caminho, vieram os dez a seguir cronologicamente relacionados, sendo que a segunda, o terceiro e o quarto já voltaram ao convívio de nossos queridos e inesquecíveis pais, na definitiva vida eterna.

Hoje, somos apenas oito.

Benita   - 27/08/1923 a 16/08/2006
Zito        - 14/10/1924 a 05/11/2006
Amaury - 05/01/1926 a 27/11/2011
Pedro     - 29/06/1927
Manoel  - 10/06/1930
José        - 28/05/1933
Ângela    - 10/01/1935
Petrúcio - 23/04/1939
Paulo      - 25/01/1941
Quico      - 21/09/1942

Nossos pais viveram juntos cinqüenta e um anos, pois ele faleceu no dia 14 de abril de 1972, aos setenta e seis anos e onze meses, e ela no dia 24 de fevereiro de 1988, com oitenta e três anos e onze meses, ficou viúva durante dezesseis anos.

                                         Paulo/Setembro 2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O MEMORIAL DA RAPARIGA DESCONHECIDA (Carta Capital - ago13)



Em um uma esquina da Rua Rocha Cavalcante, no bairro de Jaraguá, em Maceió, uma placa reluz: “Memorial da Rapariga Desconhecida – Uma homenagem à mulher que preservou e nos legou Jaraguá. Dedicado por todos os filhos de uma mãe”.

Logo tu, Jaraguá? Quem poderia imaginar... Na origem de um bairro de tão imponentes endereços, pudesse haver uma homenagem tão singela a uma anônima de vida fácil? Ninguém além do escritor Carlito Lima, mentor da placa, assinada pela Confraria do Sardinha, “turma formada por escritores, jornalistas, intelectuais, boêmios, políticos e outros desocupados”, ele explica. Houve até solenidade no descerramento da placa, ocorrido há cerca de sete anos.

A homenagem, segundo Lima, é justíssima. As prostitutas, explica, foram as principais responsáveis pela preservação dos prédios antigos do bairro erguidos no início do século passado, uma preciosidade arquitetônica da capital alagoana. Por ao menos seis décadas, o alto, médio e o baixo meretrício ocuparam os casarões do pedaço.

No início, Jaraguá atraiu empresas e moradores mais abastados por causa do desenvolvimento portuário. Mas, além do comércio, o cais costumava atrair também estivadores. E estes as prostitutas. E estas os cafetões e um bando de desocupados.



“Região portuária é chamariz de biroscas e raparigas, e logo as casas avarandadas de dois andares foram transformadas em lupanares ocupados pelas mariposas do amor”, poetiza Carlito, sobre a transformação do lugar na famosa zona. “Todas as casas que serviram como boates de raparigas acabaram conservadas, ainda que involuntariamente”, ele garante, antes de citar casos similares como o Recife Antigo, O Pelourinho, o Mangue, no Rio de Janeiro, e La Boca, em Buenos Aires.

Para Lima, secretário de Cultura de Marechal Deodoro, município vizinho a Maceió, o próprio conceito de “rapariga” soa anacrônico aos rapazolas dos novos tempos...

A zona do Jaraguá era dividida em três partes. Havia a área frequentada pela fina flor da elite da capital. Nos cabarés mais refinados, o Tabariz e a Alhambra eram famosos, onde se encontravam as mulheres mais belas, muitas “importadas” da Bahia. Os estabelecimentos de segunda, como o Duque de Caxias e o Verde, eram um misto de bares e alguns quartos sem banheiro. “Mais adiante tinha o Sovaco do Urubu, que, aí sim, era zona de última categoria. O camarada passava na porta, pegava gonorréia”, brinca o escritor.

Fora o Memorial da Rapariga Desconhecida, hoje em dia não há marcas em Jaraguá do passado de epopéias libertinas. As prostitutas deixaram o bairro no fim dos anos 60, durante a ditadura, depois de um incidente que envolveu a esposa de um influente senhor.

Segundo Lima, apesar de morarem preferencialmente em Pajuçara e Ponta Verde, as famílias ricas eram obrigadas a atravessar Jaraguá para chegar ao centro da cidade. Habituada a fazer compras no primeiro horário da manhã, a mulher do nobre cidadão cruzava o bairro quando viu um “vagabundo, que certamente bebera a noite inteira”, baixar as calças, exibir suas partes pudendas e se aliviar nas imediações. Uma agressão à moral e aos bons costumes.

O “coronel”, claro, não gostou da história e usou seu poder para conseguir a imediata remoção dos lupanares de Jaraguá. As raparigas foram transferidas para o distante bairro de Canaã e levaram consigo toda a sorte de beberrões, arrivistas, poetas e notívagos.

O sujeito que fez corar a dama da sociedade nunca foi identificado. Nem se sabe se sofreu algum tipo de punição exemplar.

(Fragmentos da matéria do jornalista Fábio Fujita publicada na revista Carta Capital de 7 de agosto de 2013).



segunda-feira, 8 de julho de 2013

OITENTA ANOS DE JOSÉ RAMALHO por Paulo Ramalho

Jovem  -   Ontem  -  Sempre  - Expoente

José é o sétimo dos onze filhos de nossos queridos e inesquecíveis pais Benedita e Luiz Ramalho.

Nossa Mãe dos dezoito aos trinta e oito anos, naqueles vinte anos, teve onze filhos.
Eu sou o décimo, oito anos nos separam.


Na infância e juventude essa diferença de idade é bem mais acentuada que agora. Portanto poucos fatos daquela época ficaram gravados na minha memória, a não ser umas férias que passamos na fazenda em União dos Palmares, terra de nossa querida Mãe, com nossos queridos e também inesquecíveis tios avos, Helena e João, ele tio de nossa Mãe.

Saiu cedo de Maceió para estudar em Viçosa, Minas Gerais, e também passou grande parte de sua infância  e início de juventude, na casa de nossos tios Enedina e Joaquim , a quem chamávamos cariosamente de Tio Juquinha, ele único irmão homem de nosso Pai.

Formado em Agronomia, pela Universidade  de Viçosa, Minas Gerais, onde também se tornou Mestre, e, posteriormente doutor pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos.

Nasceu em Maceió no dia 28 de maio de 1933, e casou no dia 19 de dezembro de l961, aos vinte oito anos de idade, com nossa querida cunhada irmã Yê, com quem
vive até os dias de hoje.



Do casamento nasceram:
Renato Augusto em 28 de janeiro de l963,
Leonardo Saulo em 15 de março de 1965,
José Luiz em 20 de março de 1968, e encerrou com a americana Melissa no dia 29 de abril de 1972, que além de sobrinha é quase filha, pois passou muitas férias em nossa casa em Maceió.
Hoje com seis netos e prestes a bisnetos.


Há exemplo dos setenta anos de nossos irmãos Petrúcio, o caçula Quico, e os noventa anos de nossa irmã primogênita Suzel, carinhosamente chamada de Dé, termino com os versos do filósofo espanhol Miguel Unamuno que diz:

Alarga a porta pai,
porque não posso passar.
Fizeste-a para as crianças,
e eu cresci a meu pesar.
Se não me alarga a porta,
diminui-me por piedade.
Volta-me àquela idade,
em que viver é sonhar.

Beijo no coração de todos e fiquem com Deus.
Lourdinha in memória, Paulo, filhos, noras e netos.


sábado, 6 de julho de 2013

ENCONTRO - 5-jul-13

REUNIÃO DOS MENINOS DA AVENIDA na FÊNIX : Paulo e Quico Ramalho, Nequito Fragoso, Lelé, Guilherme Braga, Waldo Wanderley, Marden Bentes e Cuca Nonô.

Muita conversa boa. Melhor história, contada por Marden Lima Bentes, confirmada por Guilherme, presente:

DJAVAN antes de seu apogeu artístico trabalhava na firma de Ricardo e Guilherme Braga, uma distribuidora de revista, nos anos 70. Anos mais tarde, ele fez uma apresentação no estádio Trapichão lotado em Maceió, e os irmãos convidados em lugar especial. No meio do show, Djavan fez uma pausa para agradecer: " Se não fossem esses irmãos aqui, Ricardo e Guilherme Braga, eu não seria a expressão nacional que sou hoje. Pois era empregado deles, e eles me pagavam tão mal que tive sair para fazer minha vida no Rio de Janeiro, senão até hoje continuava aqui em Maceió".

MAIS UMA CONTRIBUIÇÃO DOS MENINOS DA AVENIDA PARA CULTURA NACIONAL...