quarta-feira, 2 de abril de 2014

SANDOVAL CAJU por pAULO Ramalho



Sandoval Caju era Paraibano, nascido na Cidade de Bonito de Santa Fé, alto sertão do Estado da Paraíba.
Veio a Maceió, visitar um irmão que aqui estudava Direito e fazia três anos que não se avistavam.

Havia programado a volta em aproximadamente quinze dias, porém ficou por quarenta e sete anos, quando faleceu no dia 23 de março de 1994, portanto no domingo passado vinte e três, estaria fazendo quarenta anos de sua morte.
Era radialista, poeta e exímio contador de histórias.
Existem inúmeras histórias a seu respeito, entre tantas outras, ainda na Paraíba, como radialista, estava irradiando um sepultamento, naquela época a cova aberta no chão.
Aproximou-se tanto da cova, e devido a grande multidão, escorregou e caiu na cova, dizendo de imediato: estamos irradiando diretamente do buraco do defunto.

Foi locutor aqui em Maceió com o Programa Incendiário de Auditório, o Palito de Fósforo.
Quando de sua campanha para Prefeito de Maceió, é que tem muita história para contar.
Em comício na Praça Deodoro, ao iniciar o discurso, pediu permissão ao Marechal Deodoro para iniciar, silêncio total, quem cala consente, e iniciou.
Em outra oportunidade, vestido de banco, iniciou dizendo que tinha vindo de banco para ser mais claro, e por ai vai.

Quando de sua gestão na Prefeitura de Maceió, aconteceu um torneio interestadual de esporte universitário, então os universitários convidaram o Prefeito a fim de participar da recepção a Delegação Gaucha que estaria chegando à Praça Sinimbu, onde funcionou inicialmente a Faculdade de Engenharia e que deu lugar a Reitoria.
Estavam desejando a boas vindas aos Universitários Gaúchos, quando um alagoano falou no ouvido do Gaúcho, para ele perguntar ao Prefeito qual o significado daqueles Ss.
Em tão o Gaúcho perguntou ao Prefeito qual o significado dos
Ss. ?
Onde, perguntou o Prefeito?
No banco?
Ele respondeu, sente-se.
Na caquera?
Ele respondeu, sorria.
Na escada do rela?
Ele respondeu, suba.
Dirigiram-se ao mijãozinho, estátua na borda de uma pequena piscina, então o Gaúcho perguntou, e esse aqui no fundo da piscina?
Ele perguntou, qual é a cor?
O Gaúcho respondeu, preta.
Então o Prefeito disse: suma, vamos embora.
Na época estava chegando ao fim da moda de barba e cabelo grande, e estava surgindo o paletó aberto atrás e o Prefeito dizia com muita propriedade:
“Se Jesus descesse do Céu de barba feita, cabelo cortado, e paletó aberto atrás, consertaria esse Pais.”
Isso a mais ou menos cinqüenta anos, e hoje que diria!!!


Maceió, 27 de março de 2014.

Paulo Ramalho

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

MENINOS DA AVENIDA por Paulo Ramalho



Muitos
Éramos
Naquela
Irmandade
Nadando e fazendo tudo que tinha direito.
Obtendo
Sonhos

Durante
Anos

Amigos
Vivíamos
Enturmados
Naquela
Intimidade
Duradoura
Até.................


Quando elaborei este acróstico, em setembro de 2011, julgado não apto a fazer parte de nosso livro, finalizei questionando até quando duraria a nossa intimidade ou melhor a nossa convivência.
Estou sentindo que está terminando antecipadamente, uma vez que nossos encontros não estão sendo mais mensais, devido a ausência  de muitos.
Quando acontece somos quatro ou cinco, e os outros aonde estão?
Amigos como já disse antes, poucos tiveram o privilégio de desfrutar da infância e juventude que nós tivemos.
Quantos se reúnem como nos reunimos, a ponto de publicar um livro escrito por nós mesmos, contando nossas estórias vividas naquelas fazes de nossas vidas?
Neguinho Lelé, coordenador de nossas reuniões, mentor e coordenador da publicação de nosso livro, está aflito, solicitado apoio para continuarmos não só com nossas reuniões, como também, manter vivo o nosso Blog, com novas estórias.
Precisamos nos conscientizar de que hoje temos muito mais passado do que futuro, portanto vamos vivenciar e recordar nosso passado, mantendo vivo os nossos encontros mensais.
A nossa classe faz bastante tempo que está sendo convocada, vamos aproveitar enquanto estamos ficando como excedentes.


                             Maceió, fevereiro de 2014

                                     Paulo Ramalho
                             pramalho.castro@oi.com.br

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

FOTOS ENCONTRO PALMEIRAS - 14-DEZEMBRO-2013

CAU - TOINHO - FERNANDO SOARES - ROBERTO ARAINHA - ROBERTO MENDES - GUILHERME PALMEIRA - RUI PALMEIRA - TACITO - TALVANES SILVEIRA - ALDINHO - BATINGA - SIRIDOÃO - MILTON HENIO - WALTER GUIMARÃES - ESDRAS - NEGO JAIR - CHUMBINHO - ALBERTO CARDOSO - BEBÉ - GUI - FERNANDO SILVEIRA - FERNANDO TELES - ARNALDO CALHEIROS - MURILO MARINHO - ARNOLDO GOMES DE BARROS - VADINHO - BETINHO MASCARENHAS - ALIPIO - LELÉ....
















ENCONTRO - 13-DEZEMBRO-2013 - FOTOS

ALBERTO CARDOSO - TÁCITO SILVEIRA - CARLITO - CUCA - RICARDO BRAGA - EDUARDO UCHOA - MARDEN BENTES - WALDO - QUICO E PAULO RAMALHO








sábado, 5 de outubro de 2013

BENEDITA E LUIZ RAMALHO – Nossos queridos e saudosos pais. Por Paulo Ramalho



Benedita, quando solteira era Benedicta Sarmento Prazeres, natural de União dos Palmares, nascida no dia 14 de março de 1904, filha de Horácio Ayala de Siqueira Prazeres e Maria Sarmento Prazeres.

Luiz Ramalho de Castro, natural de Coruripe, nascido no dia 05 de setembro de 1895, filho de Francisco Iago de Castro e Izabel Ramalho de Castro.

Uniram-se pelo matrimônio no dia 16 de maio de 1921, ela com 17 e ele com 26 anos de idade.

De 1922 a 1942, naqueles vinte anos tiveram onze filhos, com algumas variações, um filho a cada vinte meses, ou seja, a cada um ano e oito meses.

Os maiores espaços de tempo foram entre Pedro e Manuel, quase três anos, entre Manoel e José, também quase três anos, e o mais longo entre Ângela e Petrúcio , pouco mais de quatro anos.
O menor espaço de tempo foi entre Zito e Amaury, um ano e três meses.


A fotografia do lindo e querido casal, deve ter sido em 1921, após o dia 25 de junho, pois ela já trazia no ventre a nossa querida irmã primogênita Suzel, que nasceu no dia 25 de março de 1922, dez meses e nove dias do casamento, portanto nosso pai deu somente um mês e nove dias de segurança, para não dizerem que ele tinha merendado antes do recreio.

Suzel com 91 anos de idade, a quem chamamos cariosamente de Dé, mora em Salvador com sua filha Suzana, três lindas netas, três bisnetos, duas bisnetas e mais dois bisnetos prestes a chegar.

Aberto o caminho, vieram os dez a seguir cronologicamente relacionados, sendo que a segunda, o terceiro e o quarto já voltaram ao convívio de nossos queridos e inesquecíveis pais, na definitiva vida eterna.

Hoje, somos apenas oito.

Benita   - 27/08/1923 a 16/08/2006
Zito        - 14/10/1924 a 05/11/2006
Amaury - 05/01/1926 a 27/11/2011
Pedro     - 29/06/1927
Manoel  - 10/06/1930
José        - 28/05/1933
Ângela    - 10/01/1935
Petrúcio - 23/04/1939
Paulo      - 25/01/1941
Quico      - 21/09/1942

Nossos pais viveram juntos cinqüenta e um anos, pois ele faleceu no dia 14 de abril de 1972, aos setenta e seis anos e onze meses, e ela no dia 24 de fevereiro de 1988, com oitenta e três anos e onze meses, ficou viúva durante dezesseis anos.

                                         Paulo/Setembro 2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013